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Eu demorei vários dias para voltar a escrever, pois estava de mudança, organizando a casa e resolvendo algumas coisas importantes. Mas também porque fiquei pensando muito sobre a pergunta que deixei no post anterior:

"Se somos todos um, será que excluir alguém da nossa vida é realmente a solução?"

Confesso que não encontrei uma resposta tão clara quanto eu gostaria. Porque, no fundo, existe um paradoxo.

Se eu convivo com uma pessoa que desperta o pior de mim, isso pode ser uma projeção de algo que eu mesma ainda estou vibrando. Mas, ao mesmo tempo, se eu não quero continuar me conectando com essa versão de mim, e sim com aquilo que tenho de melhor, por que deveria manter isso na minha realidade?

Hoje, acredito que temos o poder de decisão Por isso, posso olhar para essa situação e dizer:

"Obrigada por tudo o que você me mostrou até aqui. Mas este não é mais o lugar onde eu quero permanecer. Eu te amo e te liberto."

Não precisamos reforçar constantemente aquilo que nos faz mal. Quanto mais alimentamos algo com nossa atenção, mais força damos a isso.

Não podemos obrigar ninguém a mudar ou a nos tratar da forma como gostaríamos de ser tratados. Mas podemos nos posicionar e deixar claro o que estamos dispostos a tolerar e o que não estamos. Tentar mudar o outro seria uma invasão do livre-arbítrio dele. Afinal, cada pessoa tem seu próprio tempo de aprendizado, crescimento e despertar.

Sobre sermos todos um... Sim, somos todos um. Estamos todos conectados ao Criador.

Mas, nesta dimensão, estamos vivendo uma experiência de individualidade. Ao mesmo tempo em que somos parte do Todo, cada um percorre sua própria jornada.

Existem pessoas prontas para evoluir. Outras ainda não desejam esse movimento e escolhem permanecer na escuridão. E, de certa forma, isso também faz parte da própria luz, porque uma não existe sem a outra.

Algumas pessoas entram em nossa vida para despertar algo em nós. Outras chegam para nos ajudar a curar. E há aquelas que reabrem feridas que acreditávamos já estarem cicatrizadas, justamente para que possamos perceber que ainda existe algo a ser transformado.

Muitas vezes, só conseguimos reconhecer a luz porque antes experimentamos o contraste da escuridão.

E você?

Existe alguma situação, relacionamento ou área da sua vida que está trazendo esse contraste, mas você ainda não conseguiu compreender qual é o verdadeiro aprendizado por trás disso?

Se sente que precisa de mais clareza sobre o próximo ciclo da sua vida, vou deixar o link da consulta especial de Tarot O MAPA.

Em uma sessão de 30 minutos, vamos analisar as energias dos seus próximos seis meses e identificar os padrões, oportunidades e direcionamentos mais importantes para que você faça escolhas com mais consciência e segurança.

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Até a próxima,

Dani Silvestre

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